Durante a última terça-feira do mês de março (31/03), pesquisadores de instituições brasileiras e peruanas realizaram uma reunião estratégica para discutir a viabilidade de estudos científicos no Parque Nacional Huascarán, no Peru. A iniciativa tem como foco a investigação da gênese dos solos e o monitoramento climático, com ênfase na avaliação do recuo de geleiras frente às mudanças climáticas.
A ação é coordenada pelo professor Thiago Torres Costa Pereira (UEMG), em parceria com o Núcleo Terrantar (UFV), no âmbito do projeto “Dinâmica da Pedosfera: Permafrost, Geotecnologias e Mudanças Climáticas”, aprovado pela FAPEMIG. A iniciativa reúne esforços interinstitucionais envolvendo a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), além da colaboração com a Universidad Nacional Santiago Antúnez de Mayolo (UNASAM), no Peru, fortalecendo a cooperação científica internacional. O trabalho integra a pesquisa de mestrado de Ícaro Miranda, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da UFV. Participaram da reunião o professor Márcio Rocha Francelino (UFV), coordenador do Projeto e do Núcleo Terrantar e pesquisador vinculado ao INCT da Criosfera; o professor Thiago Torres Costa Pereira (UEMG), vice-reitor da instituição e orientador do mestrando; o professor Eduardo Senra (UFU); o professor Rafael Gomes Siqueira (UFV), e o professor Edwin Anibal Loarte Cadenas (UNASAM, Peru). Também estiveram presentes o mestrando Ícaro Miranda e os pós-doutorandos Jônatas Silva (UFV) e Libério Junio (UEMG), vinculados ao referido projeto. A parceria com a UNASAM também inclui a professora e pesquisadora Katy Damacia Medina Marcos, que, embora não tenha participado da reunião, integra a colaboração científica estabelecida entre as instituições.
Nas últimas décadas, o Núcleo Terrantar tem realizado diversas pesquisas nos ecossistemas andinos e, por meio de parcerias científicas como essa, esperamos contribuir para a promoção e a realização de pesquisas, bem como para a divulgação científica acerca dos solos de ambientes altimontanos andinos, que apresentam elevada importância para a manutenção da vida e a prestação de serviços ecossistêmicos.