Pular para o conteúdo
Sobre o Terrantar

20°45′S 42°52′W · Viçosa, MG

25 anos de pesquisa na Antártica

O Núcleo Terrantar é um laboratório associado ao INCT da Criosfera, no Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa. Começou em 2002, com a primeira expedição à Península Keller, na Ilha Rei George. Hoje mantém sítios de monitoramento também na Antártica continental, nos Andes e no Ártico.

História

Marcos de 2002 a 2026

Nos primeiros anos, na Baía do Almirantado, o grupo mapeou os solos e o relevo em volta da Estação Comandante Ferraz e estudou a ornitogênese: a influência das aves, como os pinguins, na formação dos solos.

Pesquisadores caminham sobre rocha ao lado de um grupo de pinguins.

Pinguins e pesquisadoresAntártica

  1. 2002

    Projeto Criossolos Austrais

    Sob a liderança do professor Carlos Schaefer, é aprovado o "Projeto Criossolos Austrais", para investigar os ecossistemas terrestres antárticos a partir dos solos das áreas livres de gelo. A primeira expedição acontece na Operação Antártica Brasileira XXI, na Baía do Almirantado e na Península Keller, Ilha Rei George, no entorno da Estação Antártica Comandante Ferraz.

    Fonte Notícia da UFV

    Pesquisadores caminham sobre rocha ao lado de um grupo de pinguins.

    Pinguins e pesquisadoresAntártica

  2. 2009

    Criosfera terrestre na Antártica e nos Andes

    O CNPq aprova o projeto internacional "Mudanças na Criosfera Terrestre, Ecossistemas e Permafrost da Antártica e nos Andes", com parceiros na Argentina, no Equador, na Venezuela e no Chile.

    Fonte Notícia da UFV

    Pico nevado acima de vales verdes nos Andes.

    Nevado AusangateAndes peruanos

  3. 2010

    Laboratório associado ao INCT da Criosfera

    O Terrantar passa a ser um dos laboratórios associados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, coordenado na UFRGS pelo professor Jefferson Simões.

    Fonte Notícia da UFV ufrgs.br

    Pesquisadores do Terrantar seguram a bandeira do Brasil num sítio de pesquisa.

    Sítio de pesquisa do TerrantarAntártica

  4. 2011

    Rede de monitoramento

    São instalados 28 sistemas de monitoramento do solo e do ar na Antártica e nos Andes (Equador, Argentina e Chile).

    Fonte Notícia da UFV

    Sensores enterrados num perfil de solo aberto, ao lado de uma régua de medida.

    Sensores de um sítio de monitoramentoAntártica

  5. 2018

    Projeto renovado

    O CNPq renova o projeto, e a rede de monitoramento chega a 32 sítios.

    Fonte Notícia da UFV

    Pesquisadores ao lado de uma trincheira aberta em solo alaranjado.

    Coleta de soloAntártica

  6. 2020

    20,75 °C na Ilha Seymour

    Em fevereiro, o sítio da rede na Ilha Seymour registra 20,75 °C, recorde citado pela imprensa nacional e internacional.

    Fonte Notícia da UFV

    Pesquisadores trabalham sentados sobre musgo, com neve e mar ao fundo.

    Trabalho de campoAntártica

  7. 2023

    Groenlândia e Islândia

    O projeto é renovado no PROANTAR e começam os estudos no Ártico, na Groenlândia e na Islândia.

    Fonte Notícia da UFV

    Equipe trabalha em solo pedregoso ao lado de uma estação de monitoramento.

    Expedição ÁrticaÁrtico

  8. 2024

    Antártica continental

    O professor Márcio Rocha Francelino participa da circum-navegação costeira da Antártica e instala os primeiros sítios de monitoramento do Terrantar no continente: Maitri, no Oásis Schirmacher, perto da estação indiana (10 de dezembro), e Bunger Hills (25 de dezembro).

    Fonte Notícia da UFV

    Solo com padrões de pedras numa área plana e sem neve, com o sítio de monitoramento ao fundo.

    Sítio Maitri, Oásis SchirmacherAntártica continental

  9. 2025

    Três sítios no continente, Ártico e Andes

    Em 19 de janeiro, o sítio de Larsemann Hills completa os três pontos de monitoramento na Antártica continental. Sai o estudo dos solos de deserto frio da Heritage Range, nos Montes Ellsworth. A II Expedição Ártica coleta solos na Groenlândia e na Islândia, faz a manutenção de um sítio de monitoramento na Groenlândia e instala outro na Islândia. Nos Andes peruanos, a equipe instala um sítio de monitoramento a 5.200 m de altitude, na montanha Ausangate.

    Fonte doi.org Notícia de 8 de julho de 2025 Notícia de 17 de outubro de 2025

    Estação de monitoramento com painel solar e tambor azul sobre solo pedregoso, com gelo ao fundo.

    Sítio Larsemann HillsAntártica continental

  10. 2026

    Cape Shirreff, Peru, Kamchatka e Islândia

    Acampamento em Cape Shirreff na 44ª Operação Antártica (OPERANTAR XLIV), parceria com a Universidad Nacional Santiago Antúnez de Mayolo (UNASAM), no Peru, e novo sítio de monitoramento do permafrost na Península de Kamchatka, na Rússia. Carlos Schaefer assume a liderança conjunta do ANTPAS, grupo de permafrost, solos e ambientes periglaciais do Comitê Científico de Pesquisa Antártica (SCAR). Na Islândia, a equipe faz campanha de solos nos Westfjords e reinstala o sítio de monitoramento do norte do país.

    Fonte Notícia de 18 de janeiro de 2026 Notícia de 10 de abril de 2026 Notícia de 7 de junho de 2026 Notícia de 13 de outubro de 2026 Notícia de 14 de outubro de 2026 Notícia de 16 de outubro de 2026

    Costa rochosa com geleira ao fundo.

    Cape ShirreffIlha Livingston

Como o grupo se organiza hoje

O núcleo é coordenado pelo professor Márcio Rocha Francelino e reúne dois projetos sobre regiões polares e subpolares: o Projeto Permaclima, coordenado pelo professor Carlos Ernesto Schaefer e financiado pelo CNPq, e o Projeto Terrantar, ligado ao INCT da Criosfera e coordenado por Francelino.

O grupo começou com pesquisadores da Zona da Mata mineira. Hoje reúne cientistas de outras regiões do Brasil e de outros países.

Missão

Missão, visão e valores

Investigar, compreender e monitorar os ecossistemas terrestres da Antártica, com ênfase nos solos e no permafrost. Produzir e divulgar conhecimento sobre o ambiente polar e seus efeitos no resto do planeta, e formar pesquisadores para a ciência brasileira em ambientes extremos.

Visão

Manter e ampliar a rede de monitoramento do solo e do permafrost na Antártica, nos Andes e no Ártico, e publicar as séries de temperatura e umidade que ela produz.

Valores

  • Rigor Todo número sai com fonte e data; esquema e posição aproximada são marcados como tal.
  • Persistência O mesmo solo medido desde 2002 na Península Keller: a série longa vale mais que o recorde isolado.
  • Abertura Pesquisa feita com parceiros no Brasil e fora, com crédito para cada um, e contada ao público.
Objetivos

O que o grupo se propõe a fazer

Ver as áreas de pesquisa
  • Solos e paisagem

    Caracterizar as propriedades dos solos antárticos e suas relações com a paisagem, a vegetação e a fauna.

  • Permafrost e clima

    Usar o permafrost, a camada do solo que fica congelada o ano todo, como indicador das mudanças do clima na região polar. Segundo a UFV, em 2020 a rede do grupo era a maior do mundo no monitoramento da camada ativa do permafrost.

  • Banco de solos

    Manter o banco de solos antárticos do grupo, base para prever como esses solos vão responder ao aquecimento global e o que isso muda nos ecossistemas terrestres e marinhos.

  • Medição em campo

    Sensores enterrados em profundidades fixas medem a temperatura e a umidade do solo de hora em hora e mandam os dados por satélite. Com drones, LiDAR e radar de penetração no solo, a equipe acompanha o carbono, o recuo das geleiras e a profundidade do permafrost.

  • Divulgação

    Contar ao público, sobretudo no Brasil, o que o grupo mede na Antártica, neste site e no Instagram @terrantar.

Parceiros e fomento

Com quem fazemos a pesquisa

Realização

Fomento

Apoio

  • SECIRM Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar
  • Marinha do Brasil Marinha do Brasil: apoio logístico e operacional às pesquisas antárticas
  • MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Instituições parceiras no Brasil

  • Universidade Federal de Viçosa (UFV), sede do Terrantar
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

Instituições parceiras fora do Brasil

  • Auburn University (Estados Unidos)
  • University of Guelph (Canadá)
  • University of Göttingen (Alemanha)
  • Wageningen University & Research (Países Baixos)
  • Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (Portugal)
  • Universidade de Lisboa (Portugal)
  • Universidade de Évora (Portugal)
  • University of Wollongong (Austrália)
  • University of Wisconsin (Estados Unidos)
  • Masaryk University (República Tcheca)
  • Aarhus University (Dinamarca)
  • Universidad de Alcalá (Espanha)
  • Arctic and Antarctic Research Institute (Rússia)

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

Contato

Onde fica o núcleo

Universidade Federal de Viçosa, Campus Viçosa, MG, Núcleo Terrantar, Vila Giannetti, Casa 08, CEP 36570-075

20°45′17″S 42°52′26″W

Mapa do centro de Viçosa e do campus da UFV com o ponto do Núcleo Terrantar na Vila Giannetti, ao lado do Centro Centro Campus da UFV Belvedere Lagoa Núcleo Terrantar Vila Giannetti, casa 08 500 m N ViçosaMinas Gerais
Centro de Viçosa e campus da UFV; no encarte, Minas Gerais. Dados: © colaboradores do OpenStreetMap (ODbL) e malhas do IBGE.